quinta-feira, 16 de junho de 2011
Tonico Pereira diz que chegou a maturidade.. mas também erra muito em sua autocrítica.
http://g1.globo.com/videos/globo-news/estudio-i/v/tonico-pereira-diz-que-chegou-a-maturidade/1526592/
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A QUEM INTERESSAR POSSA, ESPECIALMENTE AOS CAMPISTAS COMO EU.
Sede de Cabrunco,
Fome de Lamparão.
“...Campos dos
canaviais, folhas
verdes, finas,
estruturais...”
Isto é parte de um verso que escrevi quando saí de Campos dos Goytacazes. Saía chateado, até mesmo com raiva, achando que Campos não tinha me dado a oportunidade de crescer e chegar a algum lugar que eu tinha a insegura certeza de que poderia chegar. Vim pro Rio e tentei tirar Campos da minha cabeça, do meu corpo, da minha alma, e jovem ainda achava que estava conseguindo, desapercebido que todas as vezes que eu necessitava de uma referência cultural para meus trabalhos, no cinema, televisão e teatro, as minhas memórias emotivas e fundamentais eram: Ururau da Lapa, caldo e cana caiana, boi pintadinho, Deixa que eu chuto, Mocidade Louca, Goytacaz, Mercado de Campos, Paraíso Perdido, Chuvisco, Goiabada Casacão e também as curvas do Paraíba da Lapa.
Foi justamente aí que descobri que os cortadores de cana não tinham dinheiro para a pasta ou escova de dentes, mas descascavam cana de açúcar com os dentes e conseguiam o sorriso branco que só não era invejado pela elite, porque pra ela, eles simplesmente não existiam, ou seja: Campos me fomentou uma consciência que me faz seguir pelo mundo, ora cabrunco, ora lamparão, mas sempre Campista.
Tonico Pereira.
Fome de Lamparão.
“...Campos dos
canaviais, folhas
verdes, finas,
estruturais...”
Isto é parte de um verso que escrevi quando saí de Campos dos Goytacazes. Saía chateado, até mesmo com raiva, achando que Campos não tinha me dado a oportunidade de crescer e chegar a algum lugar que eu tinha a insegura certeza de que poderia chegar. Vim pro Rio e tentei tirar Campos da minha cabeça, do meu corpo, da minha alma, e jovem ainda achava que estava conseguindo, desapercebido que todas as vezes que eu necessitava de uma referência cultural para meus trabalhos, no cinema, televisão e teatro, as minhas memórias emotivas e fundamentais eram: Ururau da Lapa, caldo e cana caiana, boi pintadinho, Deixa que eu chuto, Mocidade Louca, Goytacaz, Mercado de Campos, Paraíso Perdido, Chuvisco, Goiabada Casacão e também as curvas do Paraíba da Lapa.
Foi justamente aí que descobri que os cortadores de cana não tinham dinheiro para a pasta ou escova de dentes, mas descascavam cana de açúcar com os dentes e conseguiam o sorriso branco que só não era invejado pela elite, porque pra ela, eles simplesmente não existiam, ou seja: Campos me fomentou uma consciência que me faz seguir pelo mundo, ora cabrunco, ora lamparão, mas sempre Campista.
Tonico Pereira.
sábado, 14 de maio de 2011
PRAZO DE VALIDADE
O ensino no Brasil, há muito tempo, não sobrevive em excelência, apesar da boa vontade de alguns (Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro). A má vontade de muitos, que não gerenciam bem a matéria, às vezes por falta de recursos, outras por falta de vontade política ou por desonestidade mesmo, impede a excelência de sobreviver na nossa rede de ensino. A partir dessa constatação, resumida e verdadeira, resolvi sonhar com um ensino autossustentável financeiramente e que se fizesse interessante o suficiente para a vontade política torná-lo prioridade e includente de todas as classes sociais, sem lançar mão de um raciocínio cotista e simplista onde habita o berço/raiz da discriminação. Ao combater uma discriminação não devemos usar outra como linha de pensamento contrário, mas sim lançar mão de horizontes mais largos, como um verdadeiro Mandela, líder sim de um povo e não de uma raça - se é que existem raças onde sobrevive o homem.
Vou tentar agora materializar meu sonho com o meu parco conhecimento matemático, mas tendo a imaginação que Deus me deu como aliada. Salve a imaginação!
Seria mais ou menos assim: todos os formados em universidades federais, estaduais e municipais passariam a contribuir através de um carnê, de valor insignificante e apenas simbólico para quem contribui, mas de altíssima significância para o ensino brasileiro, e que não excederia a 1% de um salário mínimo por mês durante todo o tempo de vida profissional útil do ex-universitário (desde que empregado). Recursos estes que deveriam ser gerenciados por uma fundação de abrangência nacional e revertidos sistematicamente em caráter exclusivo ao ensino fundamental, médio e superior. Transformando em cidadãos a nossa juventude e funcionando como contrapartida automática e justa sem lançar mão de recursos discriminatórios (cotas) que nos levam - aí sim - ao conceito e aceitação de cidadãos de segunda classe, que nós brasileiros temos de recusar peremptoriamente, pois o que queremos é sonhar e realizar a integração maior do nosso povo, não só no carnaval e no futebol, mas, principalmente, nas salas de aula, essência maior do cidadão.
Eu reconheço no ser humano a capacidade de ser fundamentalmente e prioritariamente uno e só por isso me encorajo a ponto de externar a minha posição sincera e sem subterfúgios, mas é claro que existem urgências que necessitam ser sanadas imediatamente. Que não poderiam esperar o tempo necessário para implantação desta proposta, portanto, até lá, poderíamos conviver com o sistema de cotas, desde que tenha um prazo de validade de alguns anos proposto por alguém de direito e conhecimento.
O resto é anomalia e ignorância. E, mais uma vez, se me permitem brancos, negros, índios, imigrantes em geral, pobres e ricos: viva Mandela!
TONICO PEREIRA, ator, orgulhosamente miscigenado.
Texto publicado no jornal O Globo, dia 09/05/2011, Página de Opinião.
Vou tentar agora materializar meu sonho com o meu parco conhecimento matemático, mas tendo a imaginação que Deus me deu como aliada. Salve a imaginação!
Seria mais ou menos assim: todos os formados em universidades federais, estaduais e municipais passariam a contribuir através de um carnê, de valor insignificante e apenas simbólico para quem contribui, mas de altíssima significância para o ensino brasileiro, e que não excederia a 1% de um salário mínimo por mês durante todo o tempo de vida profissional útil do ex-universitário (desde que empregado). Recursos estes que deveriam ser gerenciados por uma fundação de abrangência nacional e revertidos sistematicamente em caráter exclusivo ao ensino fundamental, médio e superior. Transformando em cidadãos a nossa juventude e funcionando como contrapartida automática e justa sem lançar mão de recursos discriminatórios (cotas) que nos levam - aí sim - ao conceito e aceitação de cidadãos de segunda classe, que nós brasileiros temos de recusar peremptoriamente, pois o que queremos é sonhar e realizar a integração maior do nosso povo, não só no carnaval e no futebol, mas, principalmente, nas salas de aula, essência maior do cidadão.
Eu reconheço no ser humano a capacidade de ser fundamentalmente e prioritariamente uno e só por isso me encorajo a ponto de externar a minha posição sincera e sem subterfúgios, mas é claro que existem urgências que necessitam ser sanadas imediatamente. Que não poderiam esperar o tempo necessário para implantação desta proposta, portanto, até lá, poderíamos conviver com o sistema de cotas, desde que tenha um prazo de validade de alguns anos proposto por alguém de direito e conhecimento.
O resto é anomalia e ignorância. E, mais uma vez, se me permitem brancos, negros, índios, imigrantes em geral, pobres e ricos: viva Mandela!
TONICO PEREIRA, ator, orgulhosamente miscigenado.
Texto publicado no jornal O Globo, dia 09/05/2011, Página de Opinião.
terça-feira, 3 de maio de 2011
AMIGA!!
!Amiga!
Definitivamente, sou um privilegiado. Não pelas benesses mesquinhas que o homem almeja em sua passagem pelos caminhos do mundo. Mas esses mesmos caminhos nos surpreendem com as suas rotas e nos fazem encontrar poucos – muito poucos – amigos (afinal temos algum caráter), porém todos da mais pura qualidade. Deveria agradecer a Deus por isso, mas meu Deus não tem a simplicidade de um Deus, mas a complexidade do homem. Sim, meu Deus é o homem, portanto: obrigado meu Deus / Homem, pelas minhas poucas e eternas amizades. Mas sou um iconoclasta convicto, e não me basta o Deus / Homem, eu quero mais, eu tenho mais. Simplesmente meu Deus é mulher, plural, único, definitivo e fundamentalmente presente, sem precisar que eu lhe dirija orações de súplicas. Um deles (delas) estar sempre presente, me ilumina com sua sensibilidade, professora de solidariedade que é, como estrela-guia, guia meus passos na imensidão da insensatez – não que eu peça (às vezes peço), mas porque fundamentalmente preciso, e como Deus, ela sabe disso, mesmo que eu ainda não saiba. A imagem mais próxima que tenho dessa Deusa / Mulher é a de uma penugem de ganso, diafanamente sendo levada pelos ventos e que jamais deve tocar o chão para que não se torne impura – quem sabe purificaria o chão? – e na dúvida, ventos, levem-na para o alto, sempre e sempre, afinal o céu é o lugar definitivo dela.
Faz 42 anos que adotei esta religião, a do Deus / Supremo / Mulher, e quem me faz crédulo, e quem me faz esperançoso, foi especificamente esta Deusa / Mulher: Imara Reis. E como ela não gosta de orações – eu sei – faço uma oração disfarçada em agradecimento...
... obrigado, Imara, por sua máxima, máxima, máxima amizade.
Tonico Pereira
Escrevi este texto para que constasse da biografia da Imara, o que muito me honrou, mas ainda, quando li a biogafia. Um painel preciso de uma época que sobrevivemos juntos. IMARA REIS, VANFILOSOFIA da Coleção Aplauso, editora Imprensa Oficial.
T...
Definitivamente, sou um privilegiado. Não pelas benesses mesquinhas que o homem almeja em sua passagem pelos caminhos do mundo. Mas esses mesmos caminhos nos surpreendem com as suas rotas e nos fazem encontrar poucos – muito poucos – amigos (afinal temos algum caráter), porém todos da mais pura qualidade. Deveria agradecer a Deus por isso, mas meu Deus não tem a simplicidade de um Deus, mas a complexidade do homem. Sim, meu Deus é o homem, portanto: obrigado meu Deus / Homem, pelas minhas poucas e eternas amizades. Mas sou um iconoclasta convicto, e não me basta o Deus / Homem, eu quero mais, eu tenho mais. Simplesmente meu Deus é mulher, plural, único, definitivo e fundamentalmente presente, sem precisar que eu lhe dirija orações de súplicas. Um deles (delas) estar sempre presente, me ilumina com sua sensibilidade, professora de solidariedade que é, como estrela-guia, guia meus passos na imensidão da insensatez – não que eu peça (às vezes peço), mas porque fundamentalmente preciso, e como Deus, ela sabe disso, mesmo que eu ainda não saiba. A imagem mais próxima que tenho dessa Deusa / Mulher é a de uma penugem de ganso, diafanamente sendo levada pelos ventos e que jamais deve tocar o chão para que não se torne impura – quem sabe purificaria o chão? – e na dúvida, ventos, levem-na para o alto, sempre e sempre, afinal o céu é o lugar definitivo dela.
Faz 42 anos que adotei esta religião, a do Deus / Supremo / Mulher, e quem me faz crédulo, e quem me faz esperançoso, foi especificamente esta Deusa / Mulher: Imara Reis. E como ela não gosta de orações – eu sei – faço uma oração disfarçada em agradecimento...
... obrigado, Imara, por sua máxima, máxima, máxima amizade.
Tonico Pereira
Escrevi este texto para que constasse da biografia da Imara, o que muito me honrou, mas ainda, quando li a biogafia. Um painel preciso de uma época que sobrevivemos juntos. IMARA REIS, VANFILOSOFIA da Coleção Aplauso, editora Imprensa Oficial.
T...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A BOLHA

Escrever é uma possibilidade real de enganar a solidão, pra mim é, mas nem sempre isto se dá, às vezes não basta, e me ponho a escrever com um sentimento profundo de vazio, bombardeado por situações que me envolvem dentro de uma bolha que não deixa com que eu me relacione com o de fora e, ao mesmo tempo, me pergunto: será que valeria a pena? São roubos, assaltos, crianças chacinadas, hipocrisia, mentiras, dureza, juros, exploração, meu time na terceira divisão. Talvez seja melhor que essa bolha se solidifique em volta de mim, tornando-se aço, intransponível, contanto que me permitam caneta e papel, para que a minha solidão seja em relação ao mundo, mas nunca em relação a mim mesmo.
Tonico.
TOXOPLASMOSE NA TV

Senhores e senhoras:
A ignorância na dramaturgia, assim como a sapiência são usados pelo autor(a), para traçar alguma característica de um personagem qualquer, portanto, exigir que um personagem de ficção seja suficientemente sabido e informado, ou ignorante e desinformado, nos impõe uma premissa que acabaria com a arte, e passaríamos, por exemplo, a matar nas ruas, quem faz papel de bandido na televisão. Calma gente!!! A idiossincrasia comportamental é que nos faz mais humanos e originais, portanto vamos aceitar como aceitamos nos nossos pais e filhos, que eles não saibam como a toxoplasmose se transmite. Compreendamos que exista quem não saiba; afinal, não estamos em um congresso de veterinários, mas diante de uma obra de ficção. No caso, mas vale o sentimento de uma grávida ter medo de contrair a doença atingindo o feto; do que saber entender cienficamente todas as etapas desta infecção.
NA ARTE, VALE MAIS O SENTIMENTO QUE O CONHECIMENTO!!!
É a minha modesta opinião.
Tonico.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
AVISO!
O Lar das Crianças Pobres da Lagoa Rodrigo de Freitas, mais uma vez, encontra-se em dificuldades financeiras extremas, dívidas com a Receita Federal, Estadual e Municipal, Bancos e Comércio em geral inviabilizam o seu dia a dia, na eminência de um caos total e irreversível, lançamos mão do nosso mais conceituado produto, reconhecido nacional e internacionalmente, e o que antes era apenas para uso interno, oferecemos ao público em geral - atores, bailarinos e afins -, democratizando o nosso conhecimento a um custo barato (dada a grandeza do produto), acessível a todos e que reverterá, integralmente, ao custeio da dívida da instituição citada no início.
Sem mais delongas, vamos ao produto propriamente dito:
Sem mais delongas, vamos ao produto propriamente dito:
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