sexta-feira, 15 de julho de 2011

ESCOLA


Um dia fui ao circo com Antonio e Nina, meus filhos menores. Lá vimos vários números arriscadíssimos, que envolviam a possibilidade presente e real de morte para seus executantes, os artistas. Deu-se o intervalo e, como num shopping, nos deparamos com uma praça de alimentação: pipoca, cachorro-quente, refrigerante, algodão-doce (ah, algodão-doce). E quem atendia nas barraquinhas? Quem? Os próprios artistas que se arriscavam por R$ 3,00 e um quilo de alimento não perecível. Esta era a concentração que exerciam para encarar de forma direta a morte que ronda os trapézios.

Enquanto isso, uma escola ‘moderna’ de interpretação (não contemporânea), que finge a morte, sem nenhuma possibilidade lógica de ela acontecer, propõe o silêncio, a abstinência total de qualquer razão, a sacralização, a abstração de um personagem que só se relaciona com ele mesmo, digno de um hospício, ah, que saco!...

Eu quero apenas um algodão-doce antes de entrar em cena, que me remeta à infância, e no palco encontrar um público amigo, para rirmos e chorarmos juntos.
T.P.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ILUSÃO DE ANIVERSARIANTE

Eu sou um homem nato. Nunca fui à escola, mas frequentei a vida com 100% de assiduidade e algum percentual, que não sei quanto, de aproveitamento. Isso bastou para chegar aos meus 63 anos (22/06/11) com o corpo cansado sim, mas com a alma ainda recém nascida e disposta a eternidade (?), será ???
Tonico.

HAIKAI FUTEBOLÍSTICO

Vai Mário...!!! Caralho.
Tonico Futebol Clube.

NÓS

Não somos puros, nem impuros.
Somos homens com toda a grandeza e mediocridade que nos habita e move.
Tonico.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

NADA PESSOAL, PESSOAL. SOMOS DEUSES E DIABOS.

Hipocrisia*, não sei se é a palavra certa, talvez um pouco violenta, mas não me vem outra para definir o que acho de atores que visitam determinados ambientes para encontrar formas e maneirismos para compor os seus personagens. Isto, para mim, é apenas um escudo hipócrita, uma defesa para não admitir que o homem que ele é abriga todas as possibilidades dentro dele (o ser humano é capaz de tudo). Por melhor ou pior que sejam as solicitações de um personagem, o homem em si é a matéria-prima que alimenta essas necessidades e qualquer negativa de fornecer esta ou aquela matéria é uma discriminação com o ser humano, uma tentativa de se considerar melhor e superior as inúmeras possibilidades que só o ser humano pleno pode oferecer a ele mesmo. O resto é hipocrisia sim! E ao ator que assim agir e pensar só restará um personagem em toda a sua vida, ou seja, o hipócrita de plantão que existe dentro dele, discriminando as suas/minhas putas, cafetões, ladrões, assassinos, drogados, sapatões e veados, todos coabitantes da sua/minha alma. Essa discriminação é uma prática apenas moralista e não crítica que não deve habitar o homem e, mais ainda, não deve habitar aqueles que se pretendem artistas.

*A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, em ambos significa a representação de um ator, a atuação, o fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
(fonte: wikipédia)

Tonico Pereira. Rato do seu próprio laboratório.

Tonico Pereira diz que chegou a maturidade.. mas também erra muito em sua autocrítica.


http://g1.globo.com/videos/globo-news/estudio-i/v/tonico-pereira-diz-que-chegou-a-maturidade/1526592/