quinta-feira, 22 de março de 2012

Ainda sobre as minhocas...

Antes tarde do que nunca fiz uma reflexão:
Fui injusto com as serpentes.

Tonico.
O homem que se leva a sério é apenas um hipócrita de plantão.

BLOG DE ESTIMAÇÃO

Adoro animais, alguns mais, outros menos, mas geralmente adoro-os. Contudo, após algumas tentativas frustradas de tê-los com estimação, desisti dessa aventura que envolvia alimentá-los ou limpar o seu cocô, só me interessava o carinho e algumas irritações, quando eles ou eu, nos tornávamos inconvenientes à existência do outro. Enfim, assumi a minha incapacidade e declinei da possibilidade de ter algum como companhia e compromisso. Optei apenas pelo de mais difícil convivência, o ser humano. Mas não é que vez por outra sou acusado e cobrado pelos amigos: – Você não tem alimentado o seu blog? Então, noto que o meu prazer transformou-se em obrigação e este animal chamado blog é insaciável me solicitando ele próprio que eu poste alguma incoerência literária em suas páginas, com ameaças de que se isso não acontecer serei facilmente abandonado e esquecido pelos meus seguidores. Como escrever me é prazeroso vou em frente, mesmo em abstinência dos vinhos que amo. Pelo menos me resta um consolo providencial, blog não faz cocô. Ou será que faz?

Tonico, o Encantador de Blog.

EU VOTO NA MINHOCA, E VOCÊ?

Há muito tempo essa ideia se solidifica na minha cabeça. Hoje tomo coragem e a exponho a vocês, amantes da utopia cívica. Brasileiros eleitores preocupem-se menos com o presidente que vai ser eleito e mais com os senadores/deputados que o seu voto levará ao congresso. Lá reside sim um serpentário dos mais venenosos e nocivos ao nosso país. Sempre municiados pelo veneno chamado chantagem eles cobram, como mesquinhos agiotas que são, em troca de seus votos transformados em moedas de procedências duvidosas e levam, invariavelmente, qualquer Presidente(a) à humilhação, sem condições mínimas de um governo bem intencionado. Pois, a estes senhores – se é que podemos chamá-los assim – só interessa o lucro agiotico com os quais se locupletam sem pensar por um segundo que seja que, teoricamente, foram colocados ali para serem vigilantes dos interesses da pátria e não quadrilheiros que dividem a razão direta do mau-caratismo de cada um, o lucro das falcatruas políticas e econômicas por eles praticadas sem pensar que o Brasil poderia ser mais justo, honesto e feliz. Só que, para isso, seria preciso que eles não existissem ou, pelo menos, que não fossem eleitos, para escárnio de um poder que poderia ser apenas altaneiro e legislativo. Brasileiro, pense com responsabilidade o seu próximo voto a deputado/senador. Não eleja uma serpente peçonhenta, mas que tal uma minhoca produtiva que alimente o nosso solo com seu rico húmus, fazendo florescer a justiça e a bonança para todos nós. Portanto, que as minhocas estejam nas nossas cabeças nas próximas eleições.






Tonico!

P.S.: Algumas minhocas já existem no poder legislativo, mas são poucas, muito poucas. Vamos com nosso voto de qualidade multiplicá-las.

Relaxe...

O preço pago pela preocupação exagerada é o estresse acumulado e a morte anunciada.
Que venham os vinhos.
T.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

REVESAMENTO DE GERAÇÕES OU PASSANDO O PAU

24 de fevereiro de 2012, 16:30h, entro num cinema para assistir pela primeira vez a uma projeção em 3D. Não sei o que esperar, mas me ponho à disposição de mim mesmo, para experimentar e quem sabe gostar. Estou aberto sem reticências a participar desse acontecimento e na minha cabeça apenas me move a curiosidade. O filme começa e, engraçado, eu não me sinto num cinema (primeira impressão), mas não sei explicar de forma racional onde estou. Apenas fico saboreando as imagens sobrepostas e constatando nelas um quê de exibicionismo que me leva à humilhação, não por falta de uma explicação técnica para o que vejo, mas sim por uma total falta de preparo, emocionalmente falando. Constato que assim como o surgimento do computador, o 3D me causa, me deixa a nítida certeza, que ambos foram feitos para as gerações mais novas, o computador para minhas filhas mais velhas, Daniela e Thaia, e o 3D para os meus filhos mais novos, Antônio e Nina e meu neto Benjamim com seus poucos anos de total liberdade assimilativa.

Eu, com 63 anos, não conseguirei nunca ver o computador, o 3D, com a intimidade que convivi com o rádio, por exemplo, e até mesmo com a televisão. Eu teria que nascer outra vez para conviver com esses avanços tecnológicos, sem embotar meus pensamentos e nem turvar meus olhos. Portanto, recolho-me à incapacidade de me tornar íntimo desses avanços e me abrigo na tribo do “eu sozinho” para trocarmos aspectos de nossa incapacidade, eles simplesmente não existem, talvez extasiados pelo que viram, talvez por não aceitarem que as suas emoções não estejam preparadas, afinal, não podem deixar de ser modernos, mesmo que isso não signifique contemporaneidade. Mas, esperem. Adentra-me a cabeça ou nasce uma certeza: a de que os jovens de hoje, daqui a 50 anos, viverão este mesmo impasse com o qual me deparo hoje diante do moderno (não contemporâneo), e só isso justificaria que cada geração receba o bastão da anterior. Eu fico por aqui, mergulhado na minha incapacidade humana.

Adelante pois, Antonio, Nina, Benjamim e Isa, que está vindo, até o dia em que seus filhos e netos, daqui a mais ou menos, 20, 30, 40, 50 anos os levarem para assistir a uma projeção em que os cheiros das imagens tomarem conta da sala e seus narizes reclamarem com saudade do cheiro do cinema antigo.

Tonico “Passando o Pau” Pereira.

CARÊNCIAS II

Sou carente. Não é a primeira nem a última vez que digo isso, e a cada dia da vida descubro uma carência nova, mas de há muito tempo convivo com uma que se apresenta até hoje como insuperável, a do dinheiro. Não é que não consiga ganhá-lo, não, consigo sim, claro, com a dificuldade inerente ao homem, como brasileiro que sou, mas com uma velocidade dez vezes maior do que quando o ganho ele me rejeita e parte na velocidade da luz em direção a outros bolsos, onde repousam de maneira carinhosa e confortável. E eu amargo a sua falta constante em meu poder. O que fazer? Tenho uma ideia (para qual conto com a discrição de todos vocês que me seguem) que me levará a conquistá-lo, com alguma fartura, e acumulá-lo por algum tempo, e que os juros venham a se adicionar ao principal me proporcionando uma aposentadoria (perto de acontecer) digna de um brasileiro (Eu) que trabalhou a vida inteira. Eis a ideia, grande ideia (muito grande) que me levará à independência. É sabido que aos jovens (pelo menos comigo foi assim) é dado o privilégio de uma ereção consistente e até mesmo duradoura, isto não é nada a ser alardado como vantagem, já que o mesmo é capaz de se excitar com um cú de Cambaxirra. Mas, eu poderia oferecer um diferencial: eu, com 63/4 anos, com um poder de ereção maior do que o dado a um jovem (sem pensar em Cambaxirra), desafiando a gravidade e o tempo, me apresentando em shows pelos palcos do Brasil inteiro e também em festas de ricos (eles dirão: não, hoje a atração do meu aniversário não será o Gilberto Gil, será o Tonico Pereira!) desafiaria os presentes e os humilharia, levando para casa uma polpuda bolsa pela minha magnífica performance. Pois é, seguidores do meu blog, descobri que isso é possível e real. Estou disposto a desenvolver um projeto de captação sigilosa entre os meus amigos mais próximos e confiáveis e me submeterei a um implante de uma prótese peniana inflável de três volumes (última geração) para começar a minha carreira de shows que, certamente, me levará ao dinheiro, maior do que afiro sendo ator. Mas, amigos seguidores, conto com a discrição de vocês todos, homens e mulheres e, fundamentalmente, amigos, para que o implante seja uma coisa mantida em segredo absoluto, para que a minha ideia se torne vitoriosa e eu não seja processado por fraude. Talvez eu comunique apenas ao governo americano exigindo segredo, afinal, tenho que entender suas preocupações com armas nucleares. Portanto, faço de vocês amigos a partir de agora, meus especiais empresários, para que agendem exibições pelo Brasil inteiro. As minhas exigências são poucas, a saber: Hotel cinco estrelas, viagem de trem ou automóvel, quando impossível, por avião mesmo (preço mais caro), sendo que a sua comissão será de 15% do valor bruto. Também não vou dar nota fiscal. O resto é silêncio.

Obrigado,
Tonico.